pois eh pessoal, vou abandonar o blog mesmo. a falta de paciência e tempo para a manutenção do dito cujo leva ele a um inevitável fim. Além disso desvirtuei o blog, e estava achando ele meio ruinzinho mesmo. Vou dedicar mais tempo para a arte em massinha de modelar e o fisiculturismo.
Foi bom enquanto durou, abraços para todos que porventura ainda tropeçarem por aqui :-)
Terça-feira, Novembro 08, 2005
Sábado, Setembro 10, 2005
Segunda-feira, Setembro 05, 2005
buscadores e tomadores (ou a gente não quer só comida)
Esses dias vi um filme chamado Instinto, com o Anthony Hopkins fazendo o papel de um antropólogo q vive anos entre uma comunidade de gorilas africanos.
No filme, o personagem antropólogo usa um termo muito interessante para designar a civilização do homo sapiens, the takers (os "tomadores", não achei uma boa tradução, sugestões são bem vindas). Os tomadores seriam os serem humanos a partir do momento em que começam a arar mais terra do que precisam para a subsistência, ou matar animais que não são necesários para suas necessidades básicas.
Esses dias perguntaram o que é preciso para ser feliz, eu respondi: "água, comida, um pedaço de teto e um cobertor de orelha". Querendo dizer q depois de satisfeitas as necessidades básicas (incluindo convívio social), o resto é construção. A palavra felicidade provavelmente existe desde sempre, esse conceito já existiu, pasmem, antes da TV, DVD, carros, eletricidade, etc...
Onde eu quero chegar? É claro que o ser humano não se satisfaz só suprindo o básico, ainda existe a busca por algo mais. Mas isso é flexível, e pode ser qualquer coisa. Mas atualmente essa busca por algo mais é substituida por sonhos de consumo. É uma troca, não precisamos buscar mais nada, basta tomar, pegar pronto.
Mas o fato é que não precisamos de nada q nos vendem, e as vezes temos carro, casa, diploma e tudo o mais e ainda nos sentimos vazios. Porque não podemos parar de buscar, isso é inerente ao ser humano. Existem pessoas que abdicam de todos os bens materiais, buscam apenas coisas dentro de si, e tenho um palpite que se você perguntar se eles são felizes a resposta será afirmativa.
Só para lembrar que você não é o que está na sua carteira, nem o carro que dirige, nem a casa em que mora. Você é a sua busca. E buscar não significa tomar, buscar é nunca alcançar, é sempre perseguir algo.
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"
Mário Quintana
No filme, o personagem antropólogo usa um termo muito interessante para designar a civilização do homo sapiens, the takers (os "tomadores", não achei uma boa tradução, sugestões são bem vindas). Os tomadores seriam os serem humanos a partir do momento em que começam a arar mais terra do que precisam para a subsistência, ou matar animais que não são necesários para suas necessidades básicas.
Esses dias perguntaram o que é preciso para ser feliz, eu respondi: "água, comida, um pedaço de teto e um cobertor de orelha". Querendo dizer q depois de satisfeitas as necessidades básicas (incluindo convívio social), o resto é construção. A palavra felicidade provavelmente existe desde sempre, esse conceito já existiu, pasmem, antes da TV, DVD, carros, eletricidade, etc...
Onde eu quero chegar? É claro que o ser humano não se satisfaz só suprindo o básico, ainda existe a busca por algo mais. Mas isso é flexível, e pode ser qualquer coisa. Mas atualmente essa busca por algo mais é substituida por sonhos de consumo. É uma troca, não precisamos buscar mais nada, basta tomar, pegar pronto.
Mas o fato é que não precisamos de nada q nos vendem, e as vezes temos carro, casa, diploma e tudo o mais e ainda nos sentimos vazios. Porque não podemos parar de buscar, isso é inerente ao ser humano. Existem pessoas que abdicam de todos os bens materiais, buscam apenas coisas dentro de si, e tenho um palpite que se você perguntar se eles são felizes a resposta será afirmativa.
Só para lembrar que você não é o que está na sua carteira, nem o carro que dirige, nem a casa em que mora. Você é a sua busca. E buscar não significa tomar, buscar é nunca alcançar, é sempre perseguir algo.
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"
Mário Quintana
Segunda-feira, Agosto 22, 2005
sobre a miséria humana
esse é o tema de um dos meus discos favoritos. The Wall, do Pink Floyd. Já vi o filme umas trocentas vezes e não me canso, é muito bem feito. Mas são duas obras (disco e filme) extremamente tristes, embora alguém possa argumentar que a última faixa traga algum otimismo, acredito q ela serve apenas para impedir as pessoas de cortarem os pulsos após ver o filme ou escutar a todo o disco.
Uma das músicas q melhor sintetiza o espírito da coisa é "What shall we do now" que ficou injustamente de fora do álbum, podendo ser escutada na trilha do filme. A música têm uma letra pesada sobre o que devemos fazer para preencher os espaços vazios em nossas vidas, e várias sugestões são dadas em um tom irônico, pois tudo parece insuficiente. E enquanto tentamos o muro vai aumentando.
A verdade é q se o vazio existe, tudo leva a crer que nada pode preenchê-lo, só a nossa própria vontade pode desfazê-lo.
ou não...
What shall we do now
What shall we use to fill the empty spaces
Where waves of hunger roar?
Shall we set out across the sea of faces
In search of more and more applause?
Shall we buy a new guitar?
Shall we drive a more powerful car?
Shall we work straight through the night?
Shall we get into fights?
Leave the lights on?
Drop bombs?
Do tours of the east?
contract diseases?
Bury bones?
Break up homes?
Send flowers by phone?
Take to drink?
Go to shrinks?
Give up meat?
Rarely sleep?
Keep people as pets?
Train dogs?
Race rats?
Fill the attic with cash?
Bury treasure?
Store up leisure?
But never relax at all
With our backs to the wall.
Pink Floyd
Uma das músicas q melhor sintetiza o espírito da coisa é "What shall we do now" que ficou injustamente de fora do álbum, podendo ser escutada na trilha do filme. A música têm uma letra pesada sobre o que devemos fazer para preencher os espaços vazios em nossas vidas, e várias sugestões são dadas em um tom irônico, pois tudo parece insuficiente. E enquanto tentamos o muro vai aumentando.
A verdade é q se o vazio existe, tudo leva a crer que nada pode preenchê-lo, só a nossa própria vontade pode desfazê-lo.
ou não...
What shall we do now
What shall we use to fill the empty spaces
Where waves of hunger roar?
Shall we set out across the sea of faces
In search of more and more applause?
Shall we buy a new guitar?
Shall we drive a more powerful car?
Shall we work straight through the night?
Shall we get into fights?
Leave the lights on?
Drop bombs?
Do tours of the east?
contract diseases?
Bury bones?
Break up homes?
Send flowers by phone?
Take to drink?
Go to shrinks?
Give up meat?
Rarely sleep?
Keep people as pets?
Train dogs?
Race rats?
Fill the attic with cash?
Bury treasure?
Store up leisure?
But never relax at all
With our backs to the wall.
Pink Floyd
Terça-feira, Agosto 16, 2005
o grande problema do desenvolvimento web
é a falta de controle sobre a aplicação cliente. A falta de "estado" preservado na aplicação do outro lado da conexão. Algumas soluções utilizadas são controles embarcados em Java, ActiveX (bate na madeira) ou outros truques do gênero. Mas mesmo assim todos soam artificial, para não dizer gambiarra mesmo.
Talvez um navegador mais esperto, ou um plugin seja uma solução mais elegante, talvez não. Mas acho que um servidor de aplicação ajuda, não podemos confiar toda a execução do aplicativo ao apache, como acontece em programas PHP, ASP.Net, etc...
É melhor ter um aplicativo do lado do servidor dedicado a manter o estado das aplicações, enquanto o cliente não envia dados.
Enfim, começo a achar que o problema não é interface, atualmente prefiro interfaces web (bem feitas) do que aplicações desktop, mas sim o controle do fluxo da aplicação entre cliente-servidor.
Seria bom programar de forma transparente na mesma linguagem componentes que rodem no cliente e no servidor, e controlar a conexão com o banco de dados diretamente em eventos da interface.
sonho né?
Talvez um navegador mais esperto, ou um plugin seja uma solução mais elegante, talvez não. Mas acho que um servidor de aplicação ajuda, não podemos confiar toda a execução do aplicativo ao apache, como acontece em programas PHP, ASP.Net, etc...
É melhor ter um aplicativo do lado do servidor dedicado a manter o estado das aplicações, enquanto o cliente não envia dados.
Enfim, começo a achar que o problema não é interface, atualmente prefiro interfaces web (bem feitas) do que aplicações desktop, mas sim o controle do fluxo da aplicação entre cliente-servidor.
Seria bom programar de forma transparente na mesma linguagem componentes que rodem no cliente e no servidor, e controlar a conexão com o banco de dados diretamente em eventos da interface.
sonho né?
Segunda-feira, Agosto 15, 2005
Outro blog nerd
Para quem gosta desse tipo de blog nerd que eu escrevo, encontrei um muito interessante, mas voltado somente para Open Source: The Open Source Weblog
Sexta-feira, Agosto 12, 2005
a natureza das coisas
hoje eu estava lendo comentários no blog de uma amiga, onde ela postou trechos de textos sobre a fisiologia da paixão. Ou seja, porque nos apaixonamos? Do ponto de vista químico. Isso deve ser observável e portanto tem uma explicação. Para muitas pessoas isso tira totalmente o romantismo da coisa.
É engraçada a nossa dificuldade em associar beleza, romantismo e outros conceitos subjetivos e explicações racionais. Mas acho que as duas coisas podem conviver numa boa, mesmo. Claro que se uma coisa pode ser explicada cientificamente não significa que essa é a única forma de encarar o fato, ou que o fato perde importância e beleza.
Por exemplo, quem viu o filme "o contato" (um dos livros do Carl Sagan que eu não li) deve lembrar da cena em que a personagem da Jodie Foster é levada para os confins do universo e diz, estarrecida "Deviam ter mandado um poeta". Ou seja mesmo sendo super racional e cética a personagem entende que a beleza e a infinitude do universo não podem ser expressadas, não cabem em explicações científicas, o que não as torna inválidas também.
Fecho o post com uma frase incrivelmente romântica e essencialmente uma verdade cinetífica:
"Somos poeira estelar" - Carl Sagan
É engraçada a nossa dificuldade em associar beleza, romantismo e outros conceitos subjetivos e explicações racionais. Mas acho que as duas coisas podem conviver numa boa, mesmo. Claro que se uma coisa pode ser explicada cientificamente não significa que essa é a única forma de encarar o fato, ou que o fato perde importância e beleza.
Por exemplo, quem viu o filme "o contato" (um dos livros do Carl Sagan que eu não li) deve lembrar da cena em que a personagem da Jodie Foster é levada para os confins do universo e diz, estarrecida "Deviam ter mandado um poeta". Ou seja mesmo sendo super racional e cética a personagem entende que a beleza e a infinitude do universo não podem ser expressadas, não cabem em explicações científicas, o que não as torna inválidas também.
Fecho o post com uma frase incrivelmente romântica e essencialmente uma verdade cinetífica:
"Somos poeira estelar" - Carl Sagan
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